PR 8 - Vereda da Ponta de S. Lourenço
Distância4 Km (+4 Km regresso/return)
Duração2h 30m
Altura Máxima110 m
Altura Minima5 m
InícioE.R. 109
FimE.R. 109

O trilho percorre a Ponta de S. Lourenço, península mais a Este da Ilha da Madeira, baptizada com o nome da caravela de João Gonçalves de Zarco, um dos três descobridores da ilha da Madeira, que ao aproximar-se deste local gritou à nau de seu comando “Ó São Lourenço, chega!”.

Esta península é de origem vulcânica, na sua maioria basáltica, existindo também formações de sedimentos calcários. No seu seguimento temos dois ilhéus: o ilhéu da Cevada, da Metade ou dos Desembarcadouros, e o ilhéu da Ponta de S. Lourenço, do Farol ou de Fora.

A partir do “muro de pedra da Baía d’Abra” toda a área pertence ao Governo Regional, integrando o Parque Natural da Madeira. A península está classificada de reserva natural parcial e o ilhéu do Desembarcadouro de reserva natural integral.

Toda a área terrestre e a área marinha adjacente à costa Norte, até à profundidade dos 50 m, integram a rede europeia de sítios de importância comunitária - Rede Natura 2000.

O clima semi-árido e a exposição aos ventos do norte determinam o desenvolvimento da vegetação rasteira e ausência de árvores, diferindo do resto da ilha e constituindo um verdadeiro património natural. Aqui encontra-se o andar basal da ilha da Madeira em melhor estado de conservação e várias plantas raras e endémicas. Das 138 espécies de plantas actualmente identificadas na península, 31 são endémicas (exclusivas) da Ilha da Madeira.

Ao nível da fauna podemos destacar uma das maiores colónias de Gaivotas (Larus cachinnans atlantis) da Região, que nidifica no ilhéu do Desembarcadouro. Ao longo do caminho é frequente avistar várias espécies de aves como o Corre-caminhos (Anthus berthelotti madeirensis), o Pintassilgo (Carduelis carduelis parva), o Canário-da-terra (Serinus canaria canaria), e o Francelho (Falco tinnunculus canariensis). Neste local também nidificam aves marinhas protegidas como a Cagarra (Calonectris diomedea borealis), o Roque-de-Castro (Oceanodroma castro), a Alma-negra, (Bulweria bulwerii), e o Garajau-comum (Sterna hirundo). A Lagartixa (Lacerta dugesii), que é o único réptil da ilha, aqui é muito abundante.

Outro dos aspectos interessantes deste local é a existência de um número elevado de endemismos de moluscos terrestres (24), vulgarmente designados de caracóis. No mar, com alguma sorte, poderá observar a foca mais rara do mundo, conhecida na Madeira por Lobo-marinho (Monachus monachus).

No final, poderá dar um mergulho no cais do Sardinha (nome de família dos antigos proprietários). Na casa do Sardinha está sedeada uma equipa de Vigilantes da Natureza do serviço do Parque Natural da Madeira, responsável pela vigilância desta área.

Na linha do horizonte temos, a Sul as Ilhas Desertas, e a Norte as Ilhas do Porto Santo.
precauções...


Não se aproxime demasiado da falésia pois são muitos os locais onde o solo não é seguro<br>Transporte água suficiente para beber.