Levadas e veredas, um modo de conhecer a Madeira, para todo o viandante que aprecia o repouso e o contacto directo com a natureza, frequentemente quase intocada desde os primórdios do povoamento.

Este trilho tem início nas Ginjas, no Concelho de São Vicente, e acompanha a esplanada da levada Fajã do Rodrigues ou Levada Fajã da Ama, duas designações por que é conhecida, terminando na madre da levada, na Ribeira do Inferno.

Esta levada, traçada à altitude de 580 metros nasce no leito da Ribeira do Inferno, que separa as terras do Seixal das de São Vicente, e serpenteia por lombos e pequenos vales até ao sítio do Rosário, com a finalidade de irrigar os campos agrícolas de São Vicente.

A floresta exótica com que se deparará no início do trilho, com pinheiros (Pinus pinaster) e eucaliptos (Eucalyptus globulus) antecede a densa vegetação característica da floresta natural – Laurissilva, Património Mundial Natural pela UNESCO, desde Dezembro de 1999.

As quedas de água e as frequentes linhas de água garantem uma vivacidade às espécies como os seixeiros (Salix canariensis), bem como aos grandes tis (Ocotea foetens), aos vinháticos (Persea indica), aos folhados (Clethra arborea) que ao longo da levada se sucedem. Não esquecendo também as espécies floridas, como os gerânios (Geranium palmatum), as estreleiras (Argyranthemum pinnatifidum), as orquídeas da Serra (Dactylorhiza foliosa) e os ranúnculos (Ranunculus cortusifolius) ou mais conhecidos por doiradinhas devido à sua coloração amarela.

Os túneis são uma constante ao longo da levada; por entre as várias passagens entre os diversos e extensos túneis poderá apreciar as belas panorâmicas que a paisagem sobre o vale de São Vicente proporciona.

Poderá avistar alguns dos pássaros que povoam a zona confinante a este trilho, desde tentilhões (Fringilla coelebs maderensis), aos pequeninos pássaros como o Bis-bis (Regulus ignicapillus maderensis), que fazem pulsar este ecossistema e o convidam ao prazer dos sons.

Deixe-se envolver pelo cenário à sua volta, admirando os vales que caem sobre o leito da Ribeira, e prepare o fôlego para o regresso.

Este trilho tem início na Estrada Regional 209 junto à famosa zona do Fanal, no planalto do Paul da Serra e, acompanhando a Levada dos Cedros chegará à freguesia da Ribeira da Janela.

Aproveite a magnífica zona do Fanal, pequena caldeira vulcânica e classificada de Reserva de Repouso e Silêncio pelo Parque Natural da Madeira para adquirir uma boa dose de terapia de relaxamento. Aqui encontrará uns estupendos bosques de tis (Ocotea foetens) centenários, realçando alguns exemplares que resistem desde tempos antes do descobrimento da ilha.

A Levada dos Cedros tem a sua origem nos afloramentos hídricos do Lombo do Cedro, a 1000 metros de altitude, localizada na encosta da margem direita da Ribeira da Janela. Com uma construção datada do século XVII, esta levada constitui, ainda hoje, uma das mais primitivas construídas na ilha, sendo a mesma escavada no solo da encosta e apenas calcetada em zonas onde o solo é mais friável.

Este percurso insere-se numa área de coberto florestal originário da Madeira, em exuberante estado de conservação e desenvolvimento, a floresta Laurissilva, classificada de Património Mundial Natural pela UNESCO, desde Dezembro de 1999 e integrante da Rede Europeia de Sítios de Importância Comunitária – Rede Natura 2000.

No decorrer do percurso deparará com uma evolução na dimensão das espécies indígenas, chegando a um estado clímax. São tis (Ocotea foetens), Folhados (Clethra arborea), Loureiros (Laurus azorica), Vinháticos (Persea indica), Uveira da serra (Vaccinium padifolium) no seu máximo esplendor.

Desde a sua origem, o traçado da levada dos Cedros desenvolve-se sempre pela declivosa encosta da margem direita da Ribeira da Janela até ao sítio da Entrosa, para depois flectir em direcção a norte, até ao seu termo no Curral Falso.

Este trilho permite a ligação ao PR 15-Vereda da Ribeira da Janela, dando acesso ao núcleo populacional adjacente.

Este trilho inicia-se no Parque Florestal das Queimadas e desenrola-se ao longo da esplanada da levada do Caldeirão Verde, a 990 m de altitude, no concelho de Santana.

A levada do Caldeirão Verde, impressionante obra de arte construída no século XVIII, inicia-se no leito principal da Ribeira do Caldeirão Verde e, atravessando por abruptas escarpas e montanhas irá transportar a água que escorre das mais altas montanhas da ilha da Madeira, para o regadio dos terrenos agrícolas da freguesia do Faial.
Esta levada para fins de uso agrícola, constitui uma importante via de penetração pedestre no interior do vale profundo da Ribeira de São Jorge, oferecendo ao caminhante uma vertiginosa e espectacular visão da orografia do interior da ilha e a possibilidade de passar por túneis escavados na rocha à força de braços.

No Parque Florestal das Queimadas encontra-se a Casa de Abrigo das Queimadas, casa esta que mantém as características originais das Casas Típicas de Santana, apresentando um espectacular telhado em colmo.
De realçar os excelentes exemplares de criptomérias elegantes (Cryptomeria japonica), as Faias europeias (Fagus sylvatica) de densa folhagem avermelhada, os Cedros da Madeira (Juniperus cedrus), Til (Ocotea foetens), Pau branco (Picconia excelsa), Urzes centenárias (Erica scoparia) e alguns exemplares de Folhado (Clethra arborea), Uveira da Serra (Vaccinium padifolium), que poderão ser vistos ao longo do trilho.

As espécies de avifauna indígena que podemos avistar vão, desde o Tentilhão (Fringilla coelebs maderensis), o Bisbis (Regulus ignicapillus madeirensis), o Pombo trocaz (Columba trocaz trocaz), Lavandeira (Motacilla cinerea schmitzi), e a Manta (Buteo buteo harterti).

Perto ainda do Parque das Queimadas, podemos avistar ao largo um pequeno aglomerado populacional: trata-se da Achada do Marques, sítio contemplado com o estatuto de Paisagem Protegida, caracterizado pelos tradicionais poios agrícolas e antigos palheiros de pedra.

Depois de passar pelos 4 túneis existentes ao longo do percurso, o Caldeirão Verde surge à esquerda da levada, e para lá chegar basta subir alguns metros pelo leito da ribeira. O lago do Caldeirão Verde é formado pela água que se projecta verticalmente do leito da ribeira do Caldeirão Verde, a uma altura de aproximadamente 100 m.

Deixe-se envolver pelo cenário à sua volta e prepare o fôlego para o regresso.